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Nos últimos anos, o setor financeiro viveu uma explosão de bancos digitais, carteiras de pagamento e contas online que conquistaram milhões de cadastros em pouco tempo. Com a maturidade do mercado, porém, uma dor ficou evidente. O desafio deixou de ser adquirir usuários e passou a ser transformar esses cadastros em clientes ativos e recorrentes.
A distância entre abrir uma conta e utilizá-la como principal é muito maior do que parecia no início. E é justamente nesse intervalo que valor se perde.
O problema não é volume, é ativação
Grande parte das instituições digitais enfrenta um cenário semelhante. Campanhas agressivas, incentivos de entrada e promessas de ausência de tarifas geram volume de cadastros. No entanto, apenas uma parcela desses usuários avança para ações que realmente geram valor, como movimentar saldo, pagar contas, usar cartão, contratar crédito ou investir.
Essa lacuna impacta diretamente a receita, eleva o custo real de aquisição e dificulta a diferenciação em um ambiente altamente competitivo, onde produtos se parecem e a troca é simples.
A desconexão entre aquisição, onboarding e valor percebido
A raiz do problema está na forma como muitas instituições estruturam suas jornadas iniciais. O onboarding costuma ser tratado como um fluxo técnico, focado em validações e etapas burocráticas, quando deveria ser uma jornada estratégica de construção de confiança e percepção de valor.
Quando o primeiro contato do usuário apenas confirma que a conta foi aberta, sem demonstrar por que ela é relevante no dia a dia, a probabilidade de inatividade cresce rapidamente.
Integração digital para reduzir o tempo até o primeiro uso
É nesse ponto que as disciplinas do digital se tornam decisivas. A integração entre mídia, dados, UX e CRM permite reduzir o tempo entre a abertura da conta e a primeira ação de valor, etapa crítica para aumentar a ativação e retenção.
O primeiro movimento é redesenhar o onboarding com foco em utilidade real. Fluxos personalizados por perfis mostram casos de uso relevantes, estimulam as primeiras transações e criam familiaridade com as funcionalidades essenciais. Ajustes simples, como destacar o cartão virtual logo após a abertura ou facilitar o primeiro depósito, podem gerar ganhos expressivos na taxa de ativação.
CRM como motor de engajamento e hábito
O CRM assume papel central na transformação de cadastros em clientes ativos. Comunicações orientadas por comportamento ajudam o usuário a entender como e por que utilizar a conta digital no cotidiano.
Sequências inteligentes incentivam a primeira compra no cartão, a configuração de débito automático, o uso do Pix ou o teste de produtos de crédito. Quanto mais cedo o usuário executa ações de valor, menor é a chance de abandono e maior é o potencial de relacionamento de longo prazo.
Mídia como reforço estratégico da ativação
A mídia também influencia diretamente esse processo. Campanhas de remarketing baseadas em eventos comportamentais, uso de dados primários e mensagens específicas para quem abriu conta, mas não movimentou saldo, ajudam a encurtar o ciclo entre intenção e uso efetivo.
O ambiente digital permite identificar exatamente onde o usuário parou e reengajá-lo com comunicações precisas, relevantes e contextualizadas.
Dados para personalizar ofertas no momento certo
O uso de dados transacionais e comportamentais amplia ainda mais esse potencial. Ao entender padrões de uso e intenção, instituições conseguem recomendar produtos e serviços no momento ideal, aumentando adesão e percepção de valor.
Em um mercado onde muitos oferecem soluções semelhantes, a personalização baseada em dados se torna um dos poucos caminhos reais de diferenciação.
Engajar é tão estratégico quanto adquirir
A batalha dos bancos digitais em 2026 será vencida por quem conseguir transformar cadastros em clientes recorrentes. Não apenas com tecnologia, mas com uma estratégia digital integrada, onde mídia, CRM, UX e dados operam como um único sistema.
Reduzir atrito, aumentar confiança e acelerar a ativação não são ações isoladas. São decisões estratégicas que definem quem cresce com consistência e quem fica refém de volume sem valor.
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